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Projeto da UEMG vence Shell Eco Maratona Américas de 2009
24/04/2009
Estudantes de diferentes países passaram pelo desafio de desenvolver um modelo de carro que percorresse a maior distância utilizando a menor quantidade possível de combustível. Esse é o objetivo da competição Eco Maratona promovida anualmente pela Shell. Este ano, a versão Américas foi realizada entre os dias 15 e 18 na Califórnia, Estados Unidos.
A premiação tem duas categorias principais — Protótipo e Conceito Urbano. Para a primeira, as equipes tiveram que desenvolver modelos futuristas (veículos que demonstrem máxima eficiência de combustível por meio de elementos de design inovadores, como na parte de aerodinâmica). Ela se subdivide em: Grande Prêmio - Motor à Combustão; Células de Combustível - Hidrogênio e Energia Solar. Para a segunda categoria, as equipes deveriam projetar protótipos no estilo mais “urbano”, também visando a eficiência energética, com as subcategorias Prêmio Eco Design; Segurança; Inovação Técnica; Design; Comunicação; Melhor Espírito de Equipe e Vencendo as Dificuldades.
O Brasil garantiu seu lugar no quesito Design. A equipe, formada por alunos e professores orientadores da Universidade do Estado de Minas Gerais, elaborou um modelo inovador e arrojado. O protótipo batizado de Sabiá 6 foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisas da Escola de Design e seu modelo foi inspirado em carros Bugattis da década de 1930 e no herói Homem-de-Ferro.
Segundo um dos orientadores do projeto atual, o professor Jairo Drumond, o mais importante para a Escola de Design não é simplesmente a quebra de recordes de velocidade ou a utilização de combustíveis inovadores, mas se encontra em outra estratégia. “Somos uma Escola de Design e não de Engenharia, portanto, para nós, a relevância está mais em causar um significativo impacto visual do que concluir todas as voltas”, explica.
Segundo Mark Singer, gerente de projeto global da Shell Eco Maratona, essa atividade é uma oportunidade de permitir que a imaginação dos jovens se desenvolva. “Incentivando esses alunos a criar veículos com excelente eficiência energética, esperamos que outras pessoas também se inspirem e que juntos encontremos soluções para enfrentar o desafio global de energia”.
A equipe brasileira é formada por Mariana Rayane Pereira Ambrosio; Junio Luiz Lima de Oliveira; Josimar Junio de Souza; Livia Galvao Fiúza; Frederico Guerra Albergaria de Carvalho; Sarah Soares Carvalho; Jairo Jose Drummond Camara; Rita Engler; Thayana Cordeiro de Meneses e Gilson Pereira Junior. Mais de 500 alunos se inscreveram para a competição, formando 44 equipes de seis escolas de ensino médio e 29 universidades da América do Norte e Sul, incluindo Brasil, Canadá, México e Estados Unidos. Além disso, participou também uma equipe convidada da Índia.
Voltados para simular as reais necessidades dos motoristas, esses veículos estão mais parecidos com os carros utilizados nas estradas hoje em dia. Nas duas categorias, as equipes poderiam usar qualquer tipo de fonte de energia convencional, incluindo diesel, gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo), e também fontes alternativas, como hidrogênio, biomassa e solar.
A Shell Eco Maratona começou em 1939, no laboratório de pesquisas da Shell nos Estados Unidos quando dois funcionários decidiram apostar quem tinha o veículo que percorria a maior distância com menor gasto de combustível. A partir desta data, a competição se consolidou e foi transferida para a Europa. A versão Américas da Eco Maratona aconteceu pela primeira vez na Califórnia, em 2007.

