Nesse contexto, destaca-se o trabalho da área de Exploração e Produção (EP). Pelas características de suas operações, EP mantém um diálogo forte e permanente com as comunidades nas quais está presente. As bases desse relacionamento começaram a se estruturar em 2003, por conta do desenvolvimento dos campos de Bijupirá e Salema, e se solidificaram com investimentos em exploração e posterior desenvolvimento dos blocos BC-10 e BS-4, abrangendo municípios fluminenses e capixabas. Além dos contatos feitos para a realização dos projetos de investimento social, a Shell organizou ao longo desses anos diversos encontros e workshops como parte das ações de comunicação sobre os projetos às comunidades pesqueiras. Em 2006, foram seis reuniões de engajamento com as associações e colônias de pesca dos 27 municípios da área de influência do Parque das Conchas (BC-10), que vai de Niterói (RJ) a Linhares (ES). Cada encontro contou com cerca de 200 participantes. Para 2007, a expectativa da empresa é dar continuidade a esse diálogo, apoiar projetos que estejam em linha com a sua política de investimento social e colocar em prática a nova campanha de educação ambiental. Desde 2003, a área de Suprimentos e Distribuição também trabalha na implementação de iniciativas que fortaleçam o relacionamento das bases de abastecimento com a comunidade vizinha. O primeiro passo é mapear os impactos positivos e negativos das bases nas vizinhanças em que estão instaladas e identificar os atores estratégicos locais. A partir desse levantamento, as unidades traçam um plano de ação em que têm como prioridade, nesta ordem, a minimização dos impactos negativos, a maximização de impactos positivos e a criação de oportunidades de benefícios para a região. As ações desenvolvidas pelo programa atendem às características e necessidades de cada região. Em 2007, a Base de Brasília, por exemplo, iniciou o apoio ao projeto Recicla a Vida, realizado pela comunidade de Ceilândia, e que envolve até a ressocialização de ex-presidiários. Seguindo modelo já implementado pelos moradores, a Shell irá instalar três cestões para a coleta de lixo (plástico, metal e papel) na porta da fábrica, e os responsáveis pelo projeto farão depois a coleta e a reciclagem. A idéia da empresa é envolver os funcionários das bases e estimulá-los a depositar o lixo de suas casas também nos cestões. Posteriormente, a Shell pretende sensibilizar os 150 motoristas que atuam na unidade. Já no Pool de São Paulo, localizado em Vila Carioca, iniciativas como a campanha Psiu, reativada em 2006, cumprem o papel de minimizar os impactos causados pela operação, neste caso, o barulho. Motoristas e colaboradores são orientados a contribuir para o silêncio, diminuindo as buzinas, evitando que o rádio esteja alto e desligando o som da sinalização de ré durante a madrugada. Ainda em 2007, o Pool começará a receber visitas estruturadas de estudantes para conhecer as operações da unidade. Na Base de Esteio (RS), foi feita uma parceria com escolas do entorno para o projeto Grafitagem Cidadã, que pretende transformar muros da vizinhança em painéis pintados pelos estudantes, com orientação de um profissional. Em julho de 2007, uma equipe de auditores da Shell internacional veio ao Brasil para verificar e avaliar as ações implementadas nas bases, além de identificar e disseminar boas práticas. Outras iniciativas que merecem menção especial são os projetos realizados pela Fábrica de Lubrificantes da empresa (Icolub), na Ilha do Governador (RJ).
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