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Tecnologia em Combustíveis

 

O nosso combustível para a Fórmula 1 foi desenvolvido especificamente para as características do motor da Ferrari, visando fornecer a maior potência com o menor peso possível. Um pit stop extra pode fazer a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, precisamos desenvolver um combustível que proporcione maior economia. São justamente essas as características buscadas pelos motoristas em geral. Nossa experiência na Fórmula 1 nos ajuda a desenvolver os combustíveis do futuro."

Rob Doel, da Pesquisa Internacional Shell, doutor em Química.

 

Processo de desenvolvimento do combustível

"Para aumentar nossa posição como uma das equipes líderes da Fórmula 1 e ao mesmo tempo assegurar nossa reputação como fabricantes dos melhores carros de passeio de alta performance, a Ferrari precisa de uma inovadora, confiável e altamente motivada aliança tecnológica. A Shell cumpre estes requisitos mais do que em 100%. O laboratório disponibilizado pela Shell é líder mundial em tecnologia e organização. Isso nos assegura que juntos estamos no caminho certo para ganhar o título de 1999."

Luca di Montezemolo, Presidente da Ferrari

 

Neste exato momento, grupos de especialistas da Shell e da Ferrari estão trabalhando em conjunto para aprimorar o combustível usado na temporada da Fórmula 1.

 

Inicialmente, estuda-se o motor para detectar suas características e verificar o impacto da formulação do combustível. Os cientistas dos Centros de Pesquisas da Shell determinam a mistura ideal de hidrocarbonetos para obter o combustível exigido pelos motores da Ferrari. Sofisticados recursos computadorizados dos laboratórios Shell permitem testar as misturas por simulação, sem que seja preciso fabricá-las. As melhores misturas são selecionadas, preparadas e testadas fisicamente, para que se comprovem os resultados obtidos no computador.

 

Então, pequenas quantidades de misturas são fornecidas à Ferrari, para os testes de campo. Os computadores de bordo dos carros de Fórmula 1 fazem a análise das misturas e os resultados são comparados com os previstos pelos computadores dos Centros de Pesquisa Shell.

 

Seguem-se análises e discussões, que levam à decisão final sobre a formulação do combustível. Em seguida, o produto é enviado ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Ferrari, em Maranello, para testes de medição de potência e durabilidade. Quando testado com sucesso, o combustível é submetido à aprovação da FIA e, se aprovado, é incluído na lista de combustíveis potenciais para as corridas.

 

O conjunto de informações e descobertas originado por essa profunda pesquisa constitui valioso patrimônio tecnológico, utilizado posteriormente para o desenvolvimento dos combustíveis comerciais.

 

Impacto no peso e manobras

O peso de um carro de Fórmula 1 é de vital importância, pois impacta diretamente a performance do carro. No início da corrida, o combustível pesa aproximadamente 80 quilos e a diferença entre combustíveis leves e pesados pode chegar a 15 quilos.

 

No entanto, os componentes que proporcionam boa economia tendem a ser mais pesados. Por isso, os pesquisadores da Shell precisam fazer um balanço entre os benefícios do combustível eficiente - e mais pesado - e a melhor aceleração e potência proporcionados por um combustível mais leve. Em comparação com os motores de trinta anos atrás, hoje o combustível precisa fornecer quatro vezes mais HP por litro e queimar 50% mais depressa. A quantidade de combustível utilizada por corrida, porém, permanece a mesma.

 

Colaboração dos pilotos

Os pilotos da Fórmula 1 têm importante papel no desenvolvimento do combustível, pois têm a habilidade de sentir o impacto das pequenas mudanças na formulação do combustível na performance dos veículos. Isso permite aos pesquisadores da Shell determinar a dirigibilidade de um combustível e implementar mudanças em sua formulação.

 

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