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Grandes Pilotos patrocinados pela Shell

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Uma biografia de lutas e vitórias

 

 

Foram 171 GP's com 26 vitórias, 24 pole positions e 25 melhores voltas. Nas páginas de ouro da Fórmula 1 existe um piloto austríaco que conquistou merecidamente três títulos mundiais: dois com a Ferrari e um com a McLaren.

 

Filho de um industrial e herdeiro de uma abastada família vienense, Niki Lauda cedo percebeu que a sua paixão era por corridas de automóvel. Disputou sua primeira corrida em 1968, pela Fórmula 3, antes de aventurar-se na Fórmula 2, em 1971. A troca só foi conseguida com a compra de uma vaga na escuderia March, e logo depois na equipe BRM. Mas Lauda só teve a chance de mostrar do que era realmente capaz quando um jovem assumiu o comando esportivo da escuderia italiana de Fórmula 1, em 74. Era o então desconhecido Luca di Montezemolo, que teve a ousadia, como diziam na época, de contratar Lauda. Pilotando uma Ferrari, o austríaco terminou o seu primeiro mundial em quarto lugar. No ano seguinte ele guiaria o carro vermelho com maestria e conseguiria cinco vitórias suficientes para o seu primeiro título mundial.

 

Mas o ano pelo qual o austríaco será mais lembrado não o viu triunfar. Durante o Grande Prêmio da Alemanha, em 1976, em Nürburgring, sua Ferrari derrapou, bateu e começou a pegar fogo. Seu capacete se partiu e, obrigado a respirar gases tóxicos, foi retirado dos restos ardentes com graves danos pulmonares e sangüíneos, além de queimaduras no rosto. Entrou em coma. Lauda era então o primeiro colocado no Mundial.

 

Ninguém acreditou que o austríaco sobrevivesse. Cinco semanas depois, já pilotava novamente. Mas, na última prova do ano, disputada em Fuji, debaixo de um intenso temporal, percorreu duas voltas e estacionou calmamente recusando-se a arriscar a vida. Perdeu o Mundial para James Hunt.

 

Em 1977, no domingo de 11 de setembro, com a mesma Ferrari, na pista de Monza, Lauda coroou-se bicampeão antecipado. Tinha 24 pontos a mais que Jody Scheckter. Faltavam dois GPs para encerrar a temporada.

 

Mesmo tendo se consagrado campeão no ano anterior, Lauda trocou a Ferrari pela Brabham, mas, nos dois anos que pilotou o carro da escuderia inglesa (1978 e 1979), Lauda ganhou apenas duas provas, decidindo, no final da última temporada, abandonar a Fórmula 1.

 

Problemas financeiros com a sua companhia aérea fizeram com que ele aceitasse a proposta da McLaren, em 1982, e voltasse às pistas. Depois de um ano infeliz em 83, Lauda sagrou-se tri-campeão Mundial em 1984, ganhando do seu companheiro de equipe, Alain Prost, pela escassa margem de meio ponto.

 

Lauda não era o mais rápido que o melhor de seus rivais. Não gostava de arriscar além do necessário. Tinha muita inteligência num ramo esportivo onde esse fator é determinante. Pode ter havido pilotos melhores que ele, mas nunca houve outro igual.

 

NOME: Andreas Nikolaus Lauda

NASCIMENTO: 22 de Fevereiro de 1949 (Viena, Áustria).

NÚMERO DE TÍTULOS: 3 (1975/1977/1984)

NÚMERO DE VITÓRIAS: 25

ÉPOCA EM QUE CORREU: Entre 1971 e 1985

EQUIPES EM QUE CORREU: Ferrari, Brabham e McLaren.

 

 

 

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