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A Shell tem duas plataformas de petróleo em operação, ambas na Bacia de Campos. O FPSO Espírito Santo, que tem capacidade para armazenar 1,5 milhão de barris/dia e processa o óleo extraído do Parque das Conchas, e o FPSO Fluminense, com capacidade de armazenamento de 1,3 milhão de barris/dia, em operação desde 2003 nos campos de Bijupirá & Salema. Juntas, as plataformas produziram mais de 13 milhões de barris em 2013.

 

Campo de Libra

Shell, Petrobras, Total, CNPC e CNOOC são as empresas que integram o consórcio responsável por desenvolver o reservatório de Libra. Este campo está localizado na camada do pré-sal da Bacia de Santos, em águas ultraprofundas na Bacia de Santos, a cerca de 170 quilômetros da costa do Rio de Janeiro.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP), estima que os recursos recuperáveis de Libra possam variar entre oito e doze bilhões de barris de petróleo e que seu pico de produção possa chegar a 1,4 milhão de barris por dia.

As empresas do consórcio estão trabalhando de forma integrada para apoiar a Petrobras, operadora do campo, e incorporar as habilidades em águas profundas, o pessoal e a tecnologia de cada uma, visando ao sucesso do projeto.

Parque das Conchas

A Shell descobriu quatro campos no bloco BC-10, que receberam os nomes Argonauta, Ostra, Abalone e Nautilus, e formam o chamado Parque das Conchas. O bloco está localizado na Bacia de Campos, litoral do Espírito Santo, a aproximadamente 110 quilômetros da costa.

A Shell é operadora do bloco, com 50% de participação, e tem as empresas ONGC (27%) e Qatar Petroleum (23%) como parceiras.

Em dezembro de 2005, foi declarada a comercialidade dos campos localizados no Parque das Conchas, e em julho de 2009, a Shell iniciou a produção na área.

O FPSO Espírito Santo é a plataforma utilizada no Parque das Conchas e pode ser considerada o "coração" do projeto. Com mais de 330 metros de comprimento, a embarcação foi fabricada em Cingapura e tem capacidade para processar diariamente 100 mil barris de petróleo e 1,4 milhão de metros cúbicos de gás natural.

Dados sobre o projeto:

•    Campos: Abalone, Ostra, Argonauta e Nautilus

•    Localização: Bacia de Campos

•    Lâmina d´água: 1.500-2.000 metros

•    Participação: Shell 50% |ONGC 27% | Qatar Petroleum 23%

•    Gravidade do óleo: 16º - 24º API

Para tornar Parque das Conchas uma realidade, foi necessário o desenvolvimento de novas tecnologias.

Conheça os diferenciais do projeto:

•    O Parque das Conchas é o primeiro projeto em que todos os campos são desenvolvidos com base no sistema de separação e bombeio submarinos de óleo e gás;

•    A profundidade da água trouxe a necessidade de redução do peso e desenvolvimento de risers com flutuadores - tubos flexíveis com quilômetros de extensão que ancoram o FPSO;

•    A geologia dos campos com formações dispersas demandou a utilização de poços horizontais a fim de otimizar a produção;

•    Para manter o fluxo do óleo pesado, o FPSO, com capacidade de gerar 68 megawatts de potência, é responsável pela alimentação de energia para os sistemas de separação e bombeamento de alta pressão em águas profundas através de grandes umbilicais elétricos.

Campos de Bijupirá e Salema

Plataforma em Bijupirá e Salema.

Bijupirá e Salema foi a primeira área de desenvolvimento nas águas brasileiras operada por uma empresa estrangeira.

Os campos de Bijupirá & Salema estão localizados no litoral Norte Fluminense, a aproximadamente 295 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. A Shell é a operadora dos campos, com 80% de participação, e tem a Petrobras como parceira.

Foi neste campo que a Shell se tornou a primeira empresa internacional a produzir petróleo em escala comercial no Brasil, após a abertura do mercado nacional.

O FPSO Fluminense é a plataforma utilizada para a produção, armazenagem e transferência de óleo e gás dos campos.

Dados sobre o projeto:

•    Início da produção: agosto de 2003

•    Localização: Bacia de Campos

•    Lâmina d´água: 400-870 metros

•    Participação: Shell 80% | Petrobras 20%

•    Gravidade do óleo: 28º - 31º API