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Shell Brasil

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A Shell tem duas plataformas de petróleo em operação, ambas na Bacia de Campos: o FPSO Espírito Santo, que tem capacidade para armazenar 1,5 milhão de barris/dia e processa o óleo extraído do Parque das Conchas; e o FPSO Fluminense, em operação desde 2003, cuja capacidade de armazenamento é de 1,3 milhão de barris/dia e relaciona-se aos campos de Bijupirá e Salema (RJ). Juntas, as plataformas produziram cerca de 9,22 milhões de barris de óleo e 119 milhões de metros cúbicos de gás em 2009.

Bijupirá e Salema

Plataforma em Bijupirá e Salema.

Bijupirá e Salema foi a primeira área de desenvolvimento nas águas brasileiras operada por uma empresa estrangeira.

Os campos de Bijupirá e Salema estão localizados no litoral Norte Fluminense, a aproximadamente 295 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro.

A Shell é a operadora dos campos, com 80% de participação na iniciativa, e tem a Petrobras como parceira.

A plataforma "FPSO Fluminense" é utilizada para a produção, armazenagem e transferência de petróleo e gás dos campos.

Dados sobre o projeto:

  • Início da produção: agosto de 2003
  • Localização: Bacia de Campos
  • Lâmina d´água: 400-870 m
  • Participação: Shell 80% | Petrobras 20%
  • Poços Produtores: 9 (7 em Bijupirá e 2 em Salema)
  • Injetores: 6 (4 em Bijupirá e 2 em Salema)
  • Gravidade do óleo: 28º - 31º API

Parque das Conchas (BC-10)

FPSO-ES no Parque das Conchas

A plataforma FPSO-ES, fabricada em Singapura, é responsável pela produção no Parque das Conchas.

A Shell descobriu quatro campos no bloco BC-10, que receberam os nomes de Argonauta, Ostra, Abalone e Nautilus, e formam o chamado Parque das Conchas.

Em dezembro de 2005 foi declarada a comercialidade dos campos. O bloco está localizado na Bacia de Campos, litoral do Espírito Santo, a aproximadamente 110 Km da costa.  A Shell é operadora do bloco com 50% de participação e tem a Petrobras (35%) e a ONGC (15%) como parceiras.

A plataforma flutuante de produção, estocagem e transferência (FPSO-ES) Espírito Santo, com mais de 330 metros de comprimento, pode ser considerada o "coração" do projeto. A embarcação, fabricada em Singapura, chegou ao litoral brasileiro em dezembro de 2008 e tem capacidade para processamento diário de 100 mil barris de petróleo e 1,4 milhão de metros cúbicos de gás natural.

Em julho de 2009, a Shell iniciou a produção nos múltiplos campos que formam o Parque das Conchas.

Dados sobre o projeto:

  • Campos: Abalone, Ostra, Argonauta e Nautilus
  • Localização: Bacia de Campos
  • Lâmina d´água: 1500-2000 m
  • Participação: Shell 50% | Petrobras 35% | ONGC 15%
  • Gravidade do óleo: 16º - 24º API

Destaques de tecnologia do projeto

  • O Parque das Conchas é o primeiro projeto em que todos os campos são desenvolvidos com base no sistema de separação e bombeio submarinos de petróleo e gás.
  • A profundidade da água suscitou a necessidade de diminuição do peso e o desenvolvimento de risers com flutuadores — tubos flexíveis com quilômetros de extensão que ancoram o FPSO.
  • A geologia dos campos com formações dispersas demandou a utilização de poços horizontais a fim de otimizar a produção.
  • Para manter o fluxo do óleo pesado (API 16° - 42°), o FPSO, com capacidade de gerar 68 megawatts de potência, é responsável pela alimentação de energia para os sistemas de separação e bombeamento de alta pressão nas águas profundas através de grandes umbilicais elétricos.
  • Com o objetivo de evitar queima e reduzir emissões de CO2, o gás natural produzido com o óleo vai ser separado e bombeado de volta para o interior do campo de Ostra até que o gasoduto de exportação esteja completo.

BS-4

A Shell adquiriu 40% de participação no consórcio do projeto BS-4, localizado na Bacia de Santos, em dezembro de 1999. A empresa é operadora do projeto e tem como parceiras a Petrobras (40%) e a Chevron (20%).

Dados sobre o projeto:

  • Localização: Bacia de Santos
  • Lâmina d'água: 1500 m
  • Participação: Shell 40% | Petrobras 40% | Chevron-Texaco 20%
  • Gravidade do óleo: 14º API