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Debate: água, energia e alimentos

A pressão sobre a interdependência dessas três fontes vitais é chamada “stress nexus”: a água é necessária para extrair e gerar energia; a energia é necessária para tratar e transportar a água; e água e energia são necessárias para produzir alimentos.

Em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), a Shell realizou o evento Impulsionando o Progresso Juntos para incentivar essa discussão dentro do contexto do Brasil - um país que enfrenta problemas relacionados a essas fontes.

Speakers at PPT Rio

“A Shell está no Brasil há mais de cem anos. Nós não podemos agir da mesma maneira como agíamos há 30 anos atrás. Queremos estimular novas práticas que reduzirão nossos impactos”, disse André Araujo, presidente da Shell no Brasil. “É impossível falar sobre eficiência da energia sem falarmos sobre água e alimentos. São fontes interconectadas”.

As Nações Unidas e a equipe do estudo Cenários da Shell concordam que a demanda global por energia, água e alimentos deve aumentar 40-50% até 2030 devido ao aumento da população mundial e à rápida urbanização.

Powering Progress Together Rio de Janeiro 2014
Powering Progress Together Rio de Janeiro 2014

A necessidade de ação imediata

O evento reuniu mais de 15 especialistas que discutiram sobre energia, água e alimentos em painéis individuais. Foi um alerta para as pessoas tomarem medidas, ampliar as colaborações entre esses setores e estimular que a mídia comece a debater essas questões no Brasil.   

“Há muita conversa, mas pouca ação”, comentou Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. “Precisamos educar as pessoas sobre esses problemas – é necessário que cada indivíduo entenda a importância das suas ações se queremos construir um mundo melhor”.

“Estima-se que a população mundial aumente de 7 bilhões, que temos hoje, para 9 bilhões até 2050. A demanda global por energia poderá aumentar até 80% nos próximos 50 anos – 80% dessa demanda virá das cidades”, explicou Wim Thomas, Chief Energy Adviser da Shell. “Esses números afetarão o Brasil e o tipo de energia a ser utilizada no país. Precisaremos adotar todas as formas de energia durante essa era de transição, incluindo as fontes alternativas”.

“Esse evento foi muito importante para começarmos a discutir energia, água e alimentos no Brasil. Esse dilema triplo não nos assusta ainda, mas precisávamos começar a discussão”, concluiu Agostinho Vieira, colunista do jornal O Globo.

Rio de Janeiro à noite