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O primeiro ano da década foi marcado pelo nascimento da revista Notícias Shell. O nome original era Boletim Shell Energina.

Lançada em outubro de 1940, a primeira edição chama a atenção para o anúncio de novos produtos - o Lustra-Móveis, o Tira-Manchas e o Limpa-Vidros Shell - e para uma mensagem sobre o conturbado período da Segunda Guerra Mundial.

Em 1943, quando o Brasil enviou tropas para a Itália, a Anglo-Mexican viu grande parte de seus 1.950 funcionários partirem para o combate. A empresa cooperou com o Ministério da Guerra na campanha de defesa passiva, divulgando as instruções à população em caso de ataque aéreo.

Participou, ainda, da “campanha da borracha”, material necessário ao esforço de guerra, coletando doações em seus postos de serviço.  Ao mesmo tempo, o Shell Esporte Clube promovia festas em benefício da Cruz Vermelha. A Shell não ficou indiferente diante do que acontecia na época.

O ano de 1945, quando a guerra terminou, foi marcado no Brasil pelo fim da ditadura Vargas. Na empresa, a novidade era o fim da marca Energina.

O produto passaria a se chamar Gasolina Shell e a companhia deixaria de se chamar The Anglo-Mexican Petroleum Company, adotando em 1946 o nome de Shell-Mex Brazil Limited, num período em que, como dizia a primeira edição da revista corporativa, o petróleo ainda vivia a sua “primeira infância” no Brasil.

Nesse contexto, o movimento “o petróleo é nosso”, reunindo posicionamentos ideológicos de esquerda e centro, exigia o monopólio estatal de exploração e produção da commodity.

O fato é que o Brasil precisava aumentar sua produção de petróleo e não havia exemplo na experiência mundial de que o Estado pudesse ser tão bem-sucedido quanto a iniciativa privada na atividade petrolífera.

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