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No Brasil, a economia cafeeira e o poder oligárquico vinham em decadência, até que a aspiração das classes médias e do empresariado urbano por um novo modelo culminou com a revolução de 1930, que derrubou o presidente Washington Luís e levou Getúlio Vargas ao poder. Nesse ano, a Anglo-Mexican adquiriu seu primeiro vagão-tanque ferroviário.  Quatro anos depois, foi fundado o Shell Esporte Clube.

Em 1938, teve início a intervenção estatal no setor de petróleo: o Decreto-lei 398, que criou o Conselho Nacional de Petróleo, declarou de utilidade pública o abastecimento de derivados e, além disso, de competência federal todas as medidas relativas ao setor.

Desde meados da década, segmentos esclarecidos da sociedade civil brasileira se movimentavam em torno da tese, não acatada pelo governo, da existência de petróleo no país. Um dos líderes foi o escritor Monteiro Lobato, também empresário e que, à frente, sucessivamente, das companhias Petróleo Nacional e Petróleo do Brasil, deu início às primeiras pesquisas. Mas foi o presidente da Bolsa de Mercadorias da Bahia, Oscar Cordeiro, quem teve êxito em provar ao órgão governamental a ocorrência de jazidas de petróleo no Estado da Bahia. Em 1939, o petróleo jorrou pela primeira vez no Brasil, no município de Lobato.

A euforia diante da descoberta de petróleo no Brasil diminui, ainda naquele ano, em função do início da Segunda Guerra Mundial, que afetou gravemente o setor de petróleo. Passam a ser enormes as dificuldades de transporte nos países em guerra. O racionamento de  combustíveis ocorreu em quase todo o mundo, inclusive no Brasil, a partir de 1942.

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