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Década de 1920
Na década de 20, a Shell avança pelo Brasil e marca presença nos quatro cantos do país. Além do surgimento da Shell Aviação, surgem os primeiros postos de serviços da Anglo-Mexican e ocorre a transferência da sede para o Edifício Shell, na Praça XV. A concha, símbolo da empresa, já é exibida. Entretanto, os últimos anos reservavam uma supresa: a Grande Depressão, maior crise econômica da história mundial, que prenunciava uma década difícil.
O projeto de expansão da Shell no Brasil segue em bom ritmo. Em 1921, são inaugurados o depósito no Porto de Santos e mais três filiais: em São Paulo, Porto Alegre e Salvador. No ano seguinte, é aberta a filial de João Pessoa e surgem as primeiras bombas de gasolina, a manivela, em ruas, garagens de capitais e cidades do interior, bem como ao longo de rodovias. A concha, marca registrada da empresa, já é exibida, juntamente com a inscrição da marca Energina, a primeira gasolina comercializada no país. O ano ainda foi marcado pela inauguração de mais um depósito, na Zona Portuária do Rio, e pela terceira mudança de sede, que passou para a Avenida Rio Branco.
A Anglo-Mexican deu provas de seu pioneirismo em fevereiro de 1927, com o nascimento da Shell Aviação. Foi a primeira empresa a fornecer combustíveis e lubrificantes para aeronaves. O abastecimento inaugural foi o do hidroavião “Atlântico”, que fez o primeiro voo comercial do Brasil. O avião decolou de Porto Alegre rumo a Rio Grande (RS), transportando três passageiros e 162kg de correspondências.
O último ano da década ainda reservava o surgimento dos primeiros postos de serviços da Anglo-Mexican e a transferência da sede para o Edifício Shell, na Praça XV, onde a empresa permaneceu por 30 anos. O cenário econômico mundial parecia bom, até que a maior crise econômica da história, a Grande Depressão, se instalou em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova York. Tempos difíceis estavam por vir.