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Seis anos depois de sua criação, o grupo de companhias Royal Dutch Shell finca sua bandeira em terras brasileiras, com um capital de 150 mil libras. Tudo começou em 9 de abril de 1913, com a assinatura do Decreto 10.186 pelo Marechal Hermes da Fonseca. No dia 15 do mesmo mês, os seis primeiros funcionários da Anglo-Mexican Petroleum Products Co. LTD (tendo sido o Sr. Adelino o primeiro de todos) começam suas atividades em um pequeno prédio na Rua da Alfândega, no Centro do Rio de Janeiro.

O primeiro nome da Shell Brasil, Anglo-Mexican,  se justifica porque os produtos vinham da companhia de petróleo El Aguila, no México. Era um momento de crescente industrialização e efervescência política e social. A indústria precisava de derivados de petróleo e a Shell viu uma excelente oportunidade de negócios no Brasil.

Os primeiros produtos comercializados por aqui foram o Kerosene Aurora, óleos combustíveis industriais e, em menor volume, lubrificantes, óleo diesel e a Gasolina Energina. O primeiro meio de distribuição dos produtos foi o lombo de burros. Pouco depois, adotou-se carroções (também puxados por animais), até que os primeiros veículos motorizados puderam ser usados. Um fato interessante é que a Anglo-Mexican também vendia lampiões de querosene, já que grande parte da iluminação doméstica dependia do objeto. Em 1914, o primeiro depósito de óleo combustível do Brasil foi inaugurado na Ilha do Governador.

O crescimento da empresa fez com que a sede se transferisse, em 1917, da Rua da Alfândega para um espaço maior, na Rua Primeiro de Março. O nome também mudou: a empresa passou a se chamar simplesmente Anglo-Mexican Petroleum. Até aquele ano, o querosene era o produto mais vendido pela empresa. Depois disso, a indústria e o crescimento do setor de transportes fizeram com o que os óleos combustíveis assumissem a liderança.

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